Supervisão em atendimentos de pessoas LGBTI+
“Um espaço para remontar a escuta e repensar o fazer clínico diante das existências dissidentes.”
A formação em Psicologia, em geral, não prepara adequadamente os profissionais para atender pessoas LGBTI+. Além de não fornecer subsídios práticos e teóricos, também raramente evidencia as necessidades e demandas específicas dessa população.
Essa lacuna não é neutra: reflete uma cultura social e institucional que historicamente marginaliza e patologiza identidades e modos de existir que fogem da norma heterocis.
Psicólogos(as) e as instituições que os formaram são atravessados por essa cultura, e nenhuma prática clínica ocorre fora desse contexto.
Pessoas LGBTI+ enfrentam preconceitos, discriminações e violências em diversos espaços — familiar, escolar, profissional e social.
Esse acúmulo de experiências pode gerar o chamado stress de minoria, com impactos profundos na saúde mental, autoestima e bem-estar. Elas possuem maiores chances de desenvolver ansiedade, depressão, problemas de identidade e comportamentos autodestrutivos em comparação com pessoas cisgênero e heterossexuais, justamente em razão da opressão estrutural e cotidiana que atravessa suas vidas.
Reconhecer essas questões é fundamental para construir uma clínica ética, segura e afirmativa.
A supervisão clínica é um espaço crítico e seguro para refletir sobre esses desafios, questionar pressupostos, ampliar a escuta e fortalecer práticas afirmativas. É um convite a olhar para a própria formação, para os preconceitos internalizados e para os efeitos da cultura anti-LGBTI+ em nossa atuação, sem perder de vista a ética, o cuidado e a singularidade de cada paciente.
Ofereço supervisão para profissionais que:
-
já atendem pessoas LGBTI+ e desejam aprofundar sua escuta;
-
têm interesse em iniciar esse trabalho e buscam suporte teórico e prático;
-
precisam de acompanhamento pontual para discutir casos específicos.
Mais do que orientação técnica, a supervisão é uma oportunidade de reflexão crítica, autoconhecimento e expansão clínica, construindo atendimentos que afirmam identidades, vínculos e histórias, promovendo cuidado profundo, ética e responsabilidade social.
Vamos nessa?

