Dificuldades para lidar com o diagnóstico de HIV.
Receber o diagnóstico de HIV pode gerar uma variedade de emoções intensas: medo, tristeza, raiva, vergonha e ansiedade são comuns. Esses sentimentos refletem não apenas a preocupação com a saúde física, mas também os preconceitos e estigmas que ainda cercam a vida das pessoas que vivem com HIV.
Muitas pessoas enfrentam dificuldades em lidar com a própria identidade como pessoa vivendo com HIV, convivendo com o estresse de minoria, que inclui discriminação social, medo de rejeição familiar ou profissional e isolamento. Esse contexto aumenta a vulnerabilidade a problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade, baixa autoestima e dificuldades nos relacionamentos interpessoais.
Além disso, essas questões podem dificultar a adesão ao tratamento, pois o sofrimento emocional, a vergonha e o medo de estigmatização interferem na rotina de cuidados médicos e na manutenção do tratamento antirretroviral, impactando diretamente a saúde física e psicológica.
O impacto psicológico do diagnóstico pode se manifestar de diferentes maneiras:
Medo constante de transmissão ou de complicações médicas;
Culpa ou vergonha internalizada por viver com HIV;
Preocupação sobre como contar para familiares, parceiros ou amigos;
Sentimento de insegurança ou vulnerabilidade frente à sociedade;
Dificuldade em manter o tratamento de forma consistente devido ao impacto emocional.
A psicoterapia, especialmente quando acolhedora e afirmativa, oferece um espaço seguro para explorar essas emoções, desenvolver estratégias de enfrentamento e fortalecer a autoestima. Trabalhar com a saúde mental nesse contexto não é apenas lidar com sintomas, mas reconhecer e apoiar a pessoa inteira, suas relações e sua autonomia, promovendo uma vida mais plena e saudável.
Isso inclui também aprender a se relacionar, amar e viver a intimidade sem medo ou culpa, resgatando o prazer, a confiança e a liberdade de construir relações afetivas e sexuais de forma segura e positiva.

